Mulheres negras marcham por reparação e bem viver em mobilização para o Julho das Pretas
- algodogenerolab
- 23 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Por: Ariele Lima
Ativistas e organizações de mulheres negras em todo o Brasil estão em plena mobilização, com uma série de atos e marchas planejadas para o dia 25 de julho de 2025, data que celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Essas ações, que se estendem de 19 a 25 de julho, fazem parte da 13ª edição do "Julho das Pretas" e servem como um importante "esquenta" para a 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, agendada para 25 de novembro de 2025 em Brasília (DF).

A mobilização atual já conta com a participação confirmada em 16 cidades brasileiras, abrangendo diversas regiões do país:
Belém (PA)
Eusébio (CE)
Feira de Santana (BA)
Garanhus (PE)
João Pessoa (PB)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Pelotas (RS)
Porto Alegre (RS)
Recife (PE)
Rio de Janeiro (RJ)
Salvador (BA)
São José do Rio Preto (SP)
São Luís (MA)
São Paulo (SP)
Teresina (PI)
Os atos do Julho das Pretas têm como principal objetivo fortalecer a luta das mulheres negras, dar visibilidade às suas demandas por direitos fundamentais e pavimentar o caminho rumo à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. A Marcha Nacional de novembro em Brasília tem a ambiciosa meta de reunir um milhão de mulheres brasileiras e estrangeiras.

Terlúcia Silva, da Rede de Mulheres Negras do Nordeste, reforça a importância das marchas de julho como um "termômetro" para o evento de novembro: “Essas marchas refletem a força e a diversidade das mulheres negras e dos segmentos da sociedade unidos para tornar a Marcha Nacional uma grande mobilização. Como um termômetro para o que acontecerá em Brasília, o objetivo é ampliar a mobilização, envolver mais pessoas e setores e intensificar o debate político sobre reparação e Bem Viver”.
Criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas deste ano já registra mais de 630 atividades em sua agenda oficial, não só no Brasil, mas também em países como Colômbia e Reino Unido.




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